Morrer do tempo...


Se o tempo morre no teu corpo...deixa-me mata-lo contigo, deixa ser eu a assassina de todas as tuas horas, de todos os teus momentos...
Quero estrangular vontades...esfaquear desejos...nesse teu corpo de lua cheia, de sol nascente...de vida e de morte...de tudos e de nadas, mas que dá sentido aos meus sentidos.

*** @rt ***

Um coisa é...


    Uma coisa é desistirem de nós, outra bem diferente é sermos nós a desistirmos dos outros...a primeira talvez custe...mas a segunda por incrível que pareça, sabe a liberdade...e é nesta que repouso todos as minhas lembranças...as boas e as más.
É um limpar de alma...um dizer adeus com ambas as mãos...é deixar o coração finalmente descansar...porque merece, porque foi o último a ficar, mesmo quando tudo o resto já tinha ido à muito.
     Hoje não interessa mais o que foi...interessa a vida que fica e muito mais a que ainda está por vir...é nesta que me deposito, que invisto...porque venha de lá o que vier, é futuro...e o futuro tem de ser recebido sempre de braços abertos.
Temos que aceitar os fins...porque em cada um, existirá sempre um recomeço...e eu estou pronta a recomeçar-me...não porque apenas o deseje, mas sobretudo porque sinto que chegou a hora de o fazer.
É tempo de viver...

*** @rt ***


Amor próprio...


...o amor de todos os amores...

*** @rt ***

Foder(me) contigo...


    Tu que já me convidaste para amar...para nos amarmos...de corpo e de alma, hoje ofereces-me sexo.
sabendo que não sou de sexo...que posso até, quem sabe vir a ser, mas ainda não sou e se o for algum dia não o serei contigo. 
    Porque contigo, eu fui amor...e foi a única coisa que quis ser, porque se quisesse ter sido qualquer outra coisa teria-o sido.
   O meu corpo pode sentir a tua falta, porque tem quilómetros das tuas mãos nele, posso na boca ainda guardar o teu último beijo, como se fosse a coisa mais preciosa do mundo, e as minhas entranhas sentirem o vazio do espaço que foi teu...mas em toda e extensão da minha saudade, que é muita, porque te fiz em mim, muitas noites e muitos dias, não cabe a vontade de ir foder(me) contigo.
   Prefiro a solidão da ausência que o teu corpo deixa no meu, à multidão de sensações que me queres oferecer em que a alma fica à porta, como eu fiquei naquele dia, em com o coração nas mãos te procurei...para te dizer que te amava. Para te dizer o quanto eras e sempre foste importante na minha vida, para te pedir desculpa pelo meu desnorte, para te dizer que o teu sofrimento não me era indiferente, que eu sei que devia ter sido mais do que fui, mas que não consegui ser, porque a vida me falhava mais uma vez.
  Engoli o meu orgulho...engoli-o em seco e quando dali sai da tua porta, sem que me a tivesses aberto, deixei a minha alma ali naquele bocado de parede, onde me encostei a chorar...antes de ter forças para tirar o meu corpo.
   Mandaste-me embora como um cão sarnento, eu que te amei mais do que alguma vez pensei amar alguém e hoje queres voltar a abrir a tua cama à puta que julgas haver em mim...depois de teres fechado a vida à mulher que dizias amar.
Sabes, se um dia a ti voltar...não será pelo corpo...será porque olhos nos olhos nos saberemos perdoar...saberemos pedir desculpa...saberemos voltar a respeitar-nos do jeito que um dia foi...

*** @rt ***
  

Sempre que...


..tiveres a elegância de me mandar foder,
pois bem que seja para foder contigo...
caso contrário poupa-te nas palavras,
já que não há intenções...

*** @rt ***